Quando se fala em sustentabilidade, muita gente não presta atenção por achar que se trata de alguma coisa cara, difícil e inacessível. O vocabulário e o tom usado para explicar o assunto acaba afastando algumas pessoas. Pois saiba que ser sustentável é mais simples e econômico do que você imagina.

Mas antes: o que é sustentabilidade?

Sustentabilidade é simplicidade

Ser sustentável é pensar no futuro de quem você ama. E como se faz isso?

Não esquecendo que os filhos, os netos e os bisnetos também irão precisar de ar para respirar, de água para beber e de sombras para se refrescar. E que isso só será possível se cuidarmos disso agora.

Quem tem mais de 30 anos sente na pele o quanto a temperatura está mais elevada do que na época em que se brincava de pique-esconde no recreio.

E é um fato. Está mais quente. Para dar conta disso, gasta-se mais com ar-condicionado, ventiladores e com remédios contra doenças respiratórias.

Cuidar para que essa situação não piore é o objetivo da adoção de um comportamento sustentável. Então, vamos aprender como não desperdiçar mais vida sem precisar mexer muito com a sua vida?

Não é caro ter uma vida sustentável
Há como ter uma casa sustentável sem gastar muito para isso e sem precisar alterar muito a nossa vida

Rotina

Você sabe o que é rotina? Rotina é o diminutivo de rota. Isso mesmo. São as pequenas rotas cotidianas. Pois saiba que mudá-las nem sempre exige muito esforço, não.

O tempo voa, as atividades aumentam, o trabalho desgasta. Isso tudo é verdade. Mas pare um pouco e pense: concorda que se todo dia você tirar 10 minutos para passar o pano em um cômodo da sua casa, terá menos faxina para fazer no fim de semana? E que com menos sujeira acumulada, você vai economizar água no sábado?

E você pode fazer isso enquanto escuta a sua música predileta, assiste ao jornal, conversa sobre o dia da família. Sequer vai perceber o tempo passar, e ainda vai economizar produtos químicos, energia e dinheiro, além da água, é claro.

Reutilize materiais e embalagens

Eu não sei você, mas na minha família, desde muito criança aprendemos a não jogar fora o pote de margarina, o pote de sorvete, o copo de azeitonas. Ora, se tinham servido para conservar os alimentos que já tínhamos consumido, por que não serviriam para guardar outros, não é verdade?

Você também faz isso? Mas faz e fica com vergonha, não é? Não fique. Faça e incentive os seus amigos a fazerem também.

Reaproveitando as embalagens, você além de não jogar lixo na natureza, diminui o gasto com tapwares (o nome chique das vasilhas e dos potinhos para guardar tudo).

Com as embalagens reaproveitadas e devidamente higienizadas, é possível guardar temperos, arroz, feijão, café.

Economize água

Deixar a torneira da pia da cozinha aberta enquanto você esfrega a panela para tirar sujeira não ajuda a limpá-la mais rápido. Ou seja, você pode fechar a torneira enquanto passa a esponja na sua louça suja.

O mesmo acontece no banheiro. Enquanto a sua escova limpa os seus dentes, a única coisa que uma torneira aberta faz é barulho e desperdício de água.

Sabe a água da máquina de lavar que escorre pelo ralo? É dinheiro escorrendo pelo ralo na verdade. Reutilize essa água para lavar pisos, calçadas, tapetes.

Não desperdice comida

Aqui, uma mudança simples que ainda por cima ajuda a diminuir um mal que é de cortar o coração em um país em que tanta gente não tem o que comer.

Uma pesquisa realizada pela Emprapa revelou que cada família brasileira joga aproximadamente 130 kg de comida no lixo por ano.

Muito do desperdício acontece porque produtos perderam a validade ou estragaram por falta de consumo. Vamos mudar isso?

Não compre além do que precisa. Não cozinhe mais do consome. Coloque no prato apenas o que vai comer. Reaproveite as sobras, controle a despensa, a geladeira. Doe o que puder.

Com simples mudanças de comportamento, como as observadas nesse artigo, que não dão trabalho nem gastos, cada um consegue fazer a sua parte por um mundo melhor. Não é preciso ser rico para praticar sustentabilidade. Só é preciso ser vivo.

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